Nos últimos anos, a ciência médica avançou de forma expressiva no combate à obesidade, que hoje é amplamente reconhecida como uma doença crônica e multifatorial. Entre as inovações mais significativas está o desenvolvimento de medicamentos modernos que auxiliam diretamente no emagrecimento, com destaque para os análogos de GLP-1, como a tirzepatida, semaglutida e liraglutida.
Essas medicações, originalmente desenvolvidas para o tratamento do diabetes tipo 2, passaram a ser estudadas e amplamente utilizadas também no tratamento da obesidade por sua capacidade de promover saciedade, controlar o apetite e contribuir para a perda de peso de forma significativa.
Obesidade: uma doença que precisa ser tratada com seriedade
A obesidade não é uma questão apenas estética. Trata-se de uma condição médica que está associada a diversas outras doenças graves, como diabetes tipo 2, hipertensão, doenças cardiovasculares, dislipidemias, esteatose hepática, alguns tipos de câncer, entre outras.
Compreender a obesidade como uma doença crônica muda completamente a abordagem de tratamento. Mais do que “fechar a boca” ou contar calorias, o tratamento requer um plano estruturado, que pode incluir mudanças de estilo de vida, acompanhamento multiprofissional e, em muitos casos, o uso de medicamentos.
O que são os análogos de GLP-1?
GLP-1 é a sigla para glucagon-like peptide-1, um hormônio naturalmente produzido pelo intestino que atua no controle do apetite e da glicemia. Os análogos de GLP-1 são medicamentos que imitam a ação desse hormônio no organismo, prolongando seus efeitos e ajudando a modular o apetite e o consumo alimentar.
Entre os principais efeitos estão:
- Redução do apetite e da compulsão alimentar
- Sensão de saciedade prolongada
- Diminuição do esvaziamento gástrico
- Redução da ingestão calórica total
- Melhora do controle glicêmico
Tirzepatida, semaglutida e liraglutida: como funcionam?
Tirzepatida
A tirzepatida é um dos medicamentos mais recentes e promissores no tratamento da obesidade. Ela é considerada um agonista duplo, pois atua tanto nos receptores de GLP-1 quanto nos de GIP (peptíde inibidor gástrico). Isso potencializa seus efeitos na redução do apetite e na perda de peso.
Estudos mostram reduções de peso que podem ultrapassar 20% do peso corporal, resultados comparáveis aos de procedimentos bariátricos em alguns casos.
Semaglutida
A semaglutida é um análogo de GLP-1 que tem ganhado destaque mundial pelo seu potencial de ajudar pacientes com obesidade a perder peso de forma consistente. Ela atua diretamente no centro da saciedade no cérebro e também retarda o esvaziamento gástrico, contribuindo para uma menor ingestão alimentar.
Resultados de estudos clínicos mostram que pacientes podem perder até 15% do peso corporal com seu uso associado à mudança de hábitos.
Liraglutida
A liraglutida foi uma das primeiras medicações desse grupo a ser aprovada para o tratamento da obesidade. Com uma aplicação diária, ela também ajuda na saciedade e no controle glicêmico. Embora seus resultados de perda de peso sejam um pouco mais modestos (em torno de 8-10% do peso corporal), ainda assim é uma opção válida e segura.
Outras opções farmacológicas
Além dos análogos de GLP-1, há outros medicamentos que podem ser utilizados como coadjuvantes no tratamento da obesidade, dependendo do perfil do paciente. Entre eles estão os inibidores de apetite, moduladores do sistema endocanabinoide, e substâncias que atuam na termogênese e metabolismo lipídico.
Contudo, vale ressaltar que apenas um médico pode indicar o melhor tratamento para cada caso, com base em uma avaliação clínica detalhada, exames laboratoriais e histórico de saúde.
Medicamentos não são solução milagrosa
Apesar dos avanços impressionantes, é fundamental compreender que os medicamentos não substituem o compromisso com a saúde. Eles funcionam como ferramentas que auxiliam no processo de perda de peso, mas sua eficácia é potencializada quando associada a mudanças sustentáveis no estilo de vida, como alimentação equilibrada, prática de atividade física e manejo do estresse.
Acompanhamento médico é fundamental
O uso desses medicamentos deve ser feito sob supervisão médica, com acompanhamento constante. Em clínicas especializadas, como o Instituto Dr. Flávio Madruga, os protocolos são sempre personalizados, levando em consideração a realidade, os exames e os objetivos de cada paciente.
Com mais de 20 mil vidas transformadas, o Dr. Flávio Madruga une sua experiência pessoal com a obesidade à sua expertise como médico para oferecer um atendimento humanizado, baseado em evidências e com acompanhamento direto ao longo da jornada de cada paciente.
O avanço da medicina tem aberto novas possibilidades para o tratamento da obesidade, e medicamentos como a tirzepatida, semaglutida, liraglutida, entre outros, representam uma nova era no combate a essa doença.
Mais do que perder peso, o foco é ganhar qualidade de vida, prevenindo doenças e promovendo autonomia. Com acompanhamento adequado e informação de qualidade, é possível trilhar um caminho mais leve, saudável e duradouro rumo à transformação.


